Comunicação sem Mimimi

Primeiro você toma coragem, e abre mão do emprego e de muitas outras coisas para literalmente apostar no seu negócio, abraçando uma vida onde a única certeza são os dias que já passaram. Talvez com base em um conhecimento até então raso, sobre as etapas para dar a largada e transformar aquele sonho em realidade, escolhe um segmento para atuar, e logo descobre que é necessário criar um nome, uma marca para que o seu público possa lhe identificar no mercado. Normalmente é assim que o empreendedor começa seu relacionamento de amor e ódio com a comunicação de maneira ampla.

Além de procurar equalizar uma verba quase sempre bem limitada, entre planejamento, processos para a legalização, contabilidade, compra de mercadorias, contratações, aluguel de ponto comercial, reformas e imprevistos, o empreendedor precisa ainda encontrar paz de espírito (literalmente) em um momento turbulento, para compreender a importância da sua imagem e como a forma que apresenta seus serviços pode impactar o público, influenciando fortemente os resultados.

Assim que se convence da importância da construção de uma imagem para apresentar seus serviços ao mercado, o empreendedor começa uma dura jornada, como se para abrir as portas fosse necessário encarar Minotauro no Labirinto de Creta, enfrentando desafios, armadilhas e uma chuva de informações desencontradas, lendas e histórias fantasiosas sobre passos mágicos para o sucesso.

Aaahh, a Internet… Tão útil e ao mesmo tempo tão perigosa. Certamente é algo inteligente quando não se tem recursos ilimitados, procurar soluções para ampliar os horizontes reduzindo a “escuridão” a ser enfrentada, mas, o imenso volume de conteúdo disponível na ponta dos dedos infelizmente não chega ao usuário com um filtro da verdade ou validade técnica, resultando então em um grande emaranhado de informações que podem apenas ligar nada a lugar nenhum.

Informações de valor são estrategicamente fragmentadas, e apresentadas a um público carente por conhecimento, através da exploração de tópicos atraentes, sem compromisso com fundamentos ou o caminho natural do aprendizado. É lógico que essas informações “soltas” têm seu valor, desde que encontrem usuários com tempo (e disposição) para pesquisar fontes diversas, compreender e desconstruir teorias convertendo-as em conhecimento, por outro lado, um empreendedor normalmente já estará focado na implementação de um novo negócio e pode ser levado a decisões equivocadas ou a verdadeiras ciladas em diversas formas.

Mas o empreendedor não precisa se sentir culpado em meio a tanta confusão, pois algumas dicas claras e sinceras poderiam guia-lo tanto no processo de construção, quanto na gestão da sua marca. A seguir convidamos você, leitor para avaliar juntos alguns pontos relevantes (E o melhor, sem downloads ou spam!).

 

Investi todo o meu dinheiro em estrutura e produtos, mas esqueci a minha marca. E agora?

Calma, ainda não precisa entrar em desespero! Não é raro encontrar empreendedores que já resolveram uma boa parte do negócio, como relacionamento com fornecedores, ponto de venda, produtos e algumas vezes até mesmo a equipe, mas ainda não possuem uma marca ou sequer ouviram falar sobre identidade visual.

Nesse caso, principalmente quando definitivamente não há dinheiro, você pode contar com serviços como o Fiverr, que oferecem logos por U$ 5,00, ou em alguns casos até mesmo as gráficas entregam “alguma coisa” por quantias bem simbólicas.

Prós: Você consegue criar alguma coisa, mesmo com o mínimo de dinheiro disponível.

Contras: Quando o empreendedor opta por um investimento muito baixo, aumentam as chances de envolvimento em uma estrutura de produção ou ganhos em escala, então a tendência natural é que haja menor grau de comprometimento com o estudo do negócio.

Mas é algum pecado utilizar um serviço com essas características? Não, de maneira alguma! Recomendamos apenas que faça uma análise do seu cenário, pois dependendo do seu segmento uma marca “baratinha” pode resolver por algum tempo. O essencial é ter a consciência de que essa primeira solução seria como um ponto de partida, a ser repensado em um momento oportuno.

 

Tenho um sobrinho que é “webdesigner”, ele pode me ajudar na comunicação?

Claro! Antes de qualquer análise técnica, basta lembrar que grau de parentesco não atesta competência, ou muito menos o oposto. Se o seu sobrinho é um profissional apto a resolver o problema, você está com sorte!

Prós: Você tem mais intimidade para explicar o que precisa, além de estar contando com alguém que teoricamente já lhe conhece bem, poupando assim uma parte do trabalho, que é a análise dos “don’ts” acerca das preferências pessoais do empreendedor. Ah, claro, talvez consiga até uma marca grátis!

Contras: Às vezes a proximidade ou intimidade excessiva se tornam um problema durante o desenvolvimento de um projeto criativo, principalmente quando o profissional é levado pelo cliente ao caminho que ele “quer”, ao invés daquele que “precisa”. Caso o sobrinho não seja experiente, também poderá entregar algo em desacordo com a imagem que se deseja projetar no mercado.

Você precisa de algo, um sobrinho é profissional (de verdade) e sabe fazer, então pode correr pro abraço. Se você realmente foi imparcial na avaliação, então vai ficar tudo bem!

 

A minha logo caiu do céu em um diskette de 3 ½”, agora posso economizar fazendo eu mesmo o meu site?

Sem dúvidas! Assim como adotamos o “faça você mesmo” para algumas tarefas como fixar uma prateleira ou pintar as portas de casa, você mesmo pode criar o seu site utilizando serviços como o Wix. Recomendamos, porém, que você avalie o momento do seu negócio, afinal, se ainda está começando, sem informações que permitam traçar uma expectativa clara dos lucros, por exemplo, então você pode desviar do compromisso financeiro separando algum tempo livre do seu dia para colocar seu site no ar.

Você reparou no trecho “tempo livre”, não é? Pois então, uma vez decidido a fazer você mesmo o site da sua empresa, a maneira mais segura é aproveitar justamente o tempo em que você não está trabalhando para ela, ou seja, faça horas-extra! Afinal, você não vai querer tomar o tempo da gestão do seu negócio com assuntos secundários, certo? Bem, se você discorda talvez seja melhor contratar alguém, ou então avaliar se você realmente quer ter um negócio.

 

Agora que minha empresa tem capital, como eu deveria cuidar da minha marca?

Depois de trilhar um caminho tortuoso e sobreviver a diversas batalhas, você conseguiu se estabelecer, tem um bom volume de clientes, um faturamento que finalmente lhe permite respirar, e agora está pronto para profissionalizar a gestão da sua marca e curtir aquela sonhada viagem de férias com o seu “mozão”. Mas e agora, quem poderá lhe ajudar, não é mesmo?

 

A Agência

As agências de publicidade são pessoas jurídicas constituídas por profissionais de diversas áreas, como design, redação, social media, produção, mídia, atendimento e assistentes, que trabalham com o objetivo de promover o seu produto ou marca de maneiras diversas, que podem ir da criação e produção do velho cartãozinho, aos comerciais para a TV, por exemplo.

Prós: Quando se entrega a gestão de uma marca para uma boa agência, é possível experimentar a tranquilidade promovida por uma equipe multifuncional trabalhando a seu favor, extraindo o melhor de diversos perfis e habilidades, com ideias novas e criativas para encantar o seu cliente.

Contras: Se por um lado entregar a gestão de uma marca para uma boa agência pode ser uma experiência relaxante, o oposto pode causar a sensação de que é você, o gestor da marca, quem trabalha para ela. O embate entre as agências, principalmente em momentos de crise, cria um ambiente onde é travada uma guerra de preços, que inunda o mercado com propostas cujos valores não correspondem a qualidade de serviços prometida, resultando por exemplo, na escassez da mesma mão-de-obra qualificada apresentada anteriormente como um ponto forte.

Tamanho não é documento! Aquela quantidade enorme de funcionários que impressiona quando você faz a primeira visita não é sinal de excelência, e algumas vezes, mesmo contratando um exército criativo, você sofrerá para ter o seu projeto entregue dentro dos prazos combinados. Vale lembrar também que logicamente são os clientes quem pagam a conta por equipes infladas ou improdutivas.

Ainda que a agência tenha um alto rendimento e seja referência no mercado, sua marca pode não estar preparada para cobrir os orçamentos de campanha, então é necessário decidir de maneira consciente se é o momento certo para a contratação.

 

O Estúdio

Normalmente também consistem em pessoas jurídicas, apesar de ser em alguns casos um título dado a grupos de profissionais autônomos. De forma geral, é comum que tenham um caráter mais específico, como Estúdios de Design, por exemplo.

Prós: Ao contratar um estúdio, o gestor encontrará normalmente um ambiente mais “intimista”, e por vezes com tendências a arte, além de uma proposta de preços um pouco diferente das agências tradicionais (mas é claro, existem também estúdios maiores que muitas agências de pequeno porte). Ao trabalhar com um estúdio que atue em um determinado nicho, o cliente contará (ao menos na teoria) com profissionais também especialistas para executar o seu projeto.

Quando a proposta de valor, em estúdios os orçamentos tendem a ser menores quando comparadas às agências (observe o porte de ambas para estabelecer a relação de valor, é claro).

Contras: à medida que um estúdio aumenta sua estrutura, principalmente quando não atua focado em determinado nicho, é comum que comece a se tornar cada vez mais próximo do modelo das agências tradicionais, tanto em sua estrutura hierárquica, quanto nos problemas operacionais.

O estúdio contratado pode ainda ser essencialmente uma agência tradicional, nesse caso basta acrescentar aqui os mesmos pontos negativos, somados à ideia de estar “comprando gato por lebre”.

Se você procura um serviço especializado num segmento, além de uma estrutura para atender a sua marca, então pode ser uma boa ideia contratar um estúdio, basta verificar se falarão a mesma língua na definição do escopo do seu projeto.

 

O freelancer

Um freelancer é um profissional de determinada área, que pode ou não atuar como empregado de uma empresa, enquanto atua por conta própria oferecendo ao cliente serviços dentro de sua expertise. Aqui poderíamos citar designers, programadores, fotógrafos, ilustradores e editores de vídeo, por exemplo.

Prós: Ao abrir mão da estrutura física e da metodologia presentes nas agências de publicidade tradicionais e estúdios, um freelancer é capaz de apresentar orçamentos significativamente mais baixos, favorecendo ainda uma relação pessoal e direta com quem executará o projeto. Normalmente ao contratar um freelancer, o cliente encontrará mais liberdade para personalizar a forma de execução e os detalhes do projeto.

Contras: Quando atuam também como empregados em agências ou empresas em geral, executam os projetos para clientes finais durante seu tempo livre, o que consequentemente cria uma possibilidade real de que os projetos sofram atrasos em detrimento da atividade principal.

Dentre os problemas mais citados quando um freelancer é contratado, estão os atrasos na entrega de projetos, falta de feedback, indisponibilidade para tratar de projetos durante horário comercial e desorganização, por exemplo.

Quando é necessário executar projetos pontuais, considerando apenas o resultado objetivo e a variável preço, contratar um freelancer muitas vezes é uma boa saída. O mais importante neste caso é conhecer o trabalho e perfil do profissional contratado, além de considerar suas referências profissionais. Seu freelancer entrega o combinado?

 

Certo, e onde se encaixa o FreelaEmCasa?

Observando as atividades de agências tradicionais, estúdios, e atuação dos freelancers, encontramos uma série de prós e contras, que traduzimos em um aprendizado sobre o que acontece no segmento, e que por sua vez foi muito útil na definição dos pilares da “causa freela”.

Analisamos os diferentes métodos para aprender e destacar os pontos fortes, enquanto trabalhamos de forma contínua para extinguir os pontos fracos, chegando a um formato diferente, capaz de potencializar o que há de melhor e construir uma relação positiva com quem precisa dos nossos serviços.

Prós: O FreelaEmCasa consiste em uma causa, e foi pensado para atuar como um organismo vivo, onde cada célula é orquestrada por uma metodologia desenvolvida cuidadosamente para atender de maneira justa aos envolvidos no processo, sejam os clientes com suas marcas, ou os profissionais responsáveis pela execução.

Atuando como uma estrutura organizada e funcional, o FreelaEmCasa promove a atuação freelancer em tempo integral, protegendo o projeto do cliente de falhas na entrega, causadas pela divisão do tempo com as atividades formais do profissional.

A César o que é de César! Com uma política exclusiva e fiel à causa freela, tratamos sempre de apresentar orçamentos precisos, que não desperdicem recursos do cliente.

Com os freelancers construímos nossa essência, a causa! Criamos um ambiente de atuação novo onde cada profissional recebe precisamente por sua atuação, de forma justa e objetiva, desonerando o cliente, e transmitindo respeito aos profissionais que podem atuar de forma livre com a consciência plena da importância da sua entrega.

Com as agências, observamos e aprendemos sobre processos, ousando desconstruí-los, para então reorganiza-los de maneira transparente, assim o cliente permanece integrado ao projeto de forma contínua em qualquer lugar do mundo.

Os estúdios ajudaram na compreensão da necessidade de estreitar os laços com o cliente, e perceber o valor da excelência em atividades específicas, atestando a necessidade de respeitar e valorizar a atuação de profissionais especialistas.

Contras: Quando a demanda apresentada possui características épicas, como a gravação de comerciais com perfil de superprodução tecnológica, as agências especializadas tornam-se o caminho mais adequado, e acredite, nós somos os primeiros a indicar uma saída onde a locação (terceirização) de equipamentos não seja uma forma de onerar projetos.

Como levamos à sério o compromisso com uma entrega de qualidade, não atuamos entregando opções criativas para a demanda do cliente, afinal, sabemos que dividir o potencial criativo em alternativas inevitavelmente resultará em uma entrega com menor qualidade.

 

A observação do cenário nos ajuda a compreender a importância de investir com você em um relacionamento sustentável, e estaremos sempre atentos, para aprender e ajustar o que for necessário para nos manter entregando qualidade através de uma política justa de valores.

Agora analise, compreenda o seu ambiente de atuação e escolha o caminho a seguir com o seu negócio. Nós lhe desejamos sucesso e resultados sustentáveis!