By Alexandre Rocha

Não é raro que empreendedores me questionem sobre a definição exata do negócio FreelaEmCasa, assim como são frequentes as perguntas sobre a intenção de escalá-lo. Perguntas um tanto curiosas, que podem exercer uma atração fatal a qualquer empreendedor cujo negócio não está bem fundamentado ou conectado (de verdade) a um propósito.

Há 3 meses de completar 5 anos em plena atividade, estamos dando nosso melhor para atravessar um marco histórico sem igual, em que muitos negócios sucumbiram. É um cenário tenso e complexo, que tende a prender o empreendedor consciente (ou ao menos deveria!) em um loop de reflexões sobre estratégia, análise das ações passadas e planejamento dos próximos passos.

Percebo que há uma grande pressão no mercado, especificamente sobre empreendedores, em prol de uma valorização do crescimento acelerado, com ganhos financeiros através de fórmulas cujo resultado esperado é o lucro, deixando a real satisfação do consumidor em segundo plano. Em outras palavras, quem abre um negócio no Brasil é bombardeado de diversas formas com a ideia de que há atalhos para sair do zero ao milhão rapidamente, hackeando o mercado como se este houvesse surgido ontem.

Neste ponto, é interessante observar o quanto a pergunta do início do artigo, aponta uma característica positiva, e não o contrário. O FreelaEmCasa surgiu especificamente para oferecer serviços de qualidade a empreendedores, com uma estrutura profissional, enxuta e focada na produtividade, através de uma gestão de projetos eficiente, um conjunto que realmente tende a parecer muito “aberto” a quem ainda não tem real consciência do serviço que procura para o seu negócio.

Há tempos vejo que o mercado demoniza o cliente, enquanto é ironicamente negligente com suas atividades, e não é de hoje que empresas do segmento da comunicação acreditam numa espécie de mantra do mal, “o cliente não sabe o que quer”, ainda que também não sejam capazes de guiá-lo em muitos casos. Este é um ponto chave: o problema que definiu um propósito para o negócio.

Mesmo sem que fosse expresso de forma objetiva, o marketing sempre permeou nossas atividades, do primeiro atendimento até a execução dos projetos, por conta da minha formação, e não poderia ser diferente, afinal, é através da ciência da mercadologia que se tem a compreensão da importância de antecipar necessidades do consumidor. Na prática, empreendedores precisam de suporte, e a confiança não é algo simplesmente forjado no primeiro atendimento, uma conquista ainda mais difícil de se obter quando não há as devidas credenciais.

Seguindo minha política de qualificação constante, na posição de liderança do negócio, obtive recentemente um MBA em Administração, Finanças e Geração de Valor, pouco mais de doze meses após um outro MBA em Comunicação e Marketing em Mídias Sociais, com o intuito de permitir que o FreelaEmCasa esteja preparado para atuar de forma ainda mais eficiente em sinergia com as atividades dos parceiros de negócios.

No último ano, investimos aproximadamente 22% do faturamento em qualificação, buscando o embasamento para contribuir de forma ainda mais efetiva com cada parceiro, seja orientando, mapeando, sugerindo ajustes ou melhorias em seus processos. Aqui é importante ressaltar que, um comprometimento substancial do faturamento só é possível quando se vivencia boas práticas e políticas de gestão e controle das margens do negócio, como uma prova real de que o sucesso nem sempre está baseado apenas no tamanho do faturamento. No FreelaEmCasa há uma preocupação real em viver de acordo com as ideias que compartilhamos, afinal, acreditamos que a coerência é imprescindível para a construção de uma imagem confiável.

Não se engane, não ignorei a pergunta sobre escalar o negócio! Ao seguir de forma fiel o propósito, em compromisso com a qualificação contínua para colaborar nos campos do empreendedorismo, marketing, comunicação e administração, contrariamos tendências que afetam muitos negócios constituídos por não especialistas: a rotatividade na carteira de clientes, e a fragilidade diante dos movimentos do mercado. Considerando mesmo as relações de negócios estabelecidas durante a pandemia, temos um tempo médio de permanência de 2,5 anos, além de um crescimento de 23% no faturamento, em um ano extremamente crítico para o mercado.

Em um ambiente onde muitas pessoas buscam a resposta certa, ressalto que as perguntas são ainda mais importantes, pois são elas quem guiam a nossa jornada. Sendo assim, pergunto a você, leitor, o que você precisa? Ser definido com facilidade, ou ser extremamente útil? Escalar seu negócio em busca de ganhos rápidos e exponenciais, ou fazê-lo durar para sempre de forma sustentável?